quarta-feira, 12 de março de 2008

FREE TIBET


Arte - Expressão da Alma


A arte nasceu junto com o homem. Ao longo do tempo sentimos a necessidade de expressar nossa visão do mundo, dos nossos deuses e de nós mesmos. Como expressar nossas emoções, anseios e desejos? Como mostrar o que pensamos? O homem descobriu como responder a essas perguntas através dos valores estéticos encontrados nas artes.
Na arte todos os sentimentos podem ser expressos: beleza, harmonia, revolta, desânimo. Tudo que quisermos comunicar pode ser visto, ouvido ou simplesmente contemplado. São tantas as sensações que as artes provocam em nós! Como não se emocionar na frente de uma obra de Monet ou de Frida Khalo?
A história da arte e a história do mundo sempre andaram juntas. Nossos antepassados desenhavam nas pedras o seu modo de vida. Depois, com o passar do tempo, nos aprimoramos e com outros instrumentos encontramos a beleza da escultura, das tintas, das aquarelas. Hoje os tempos são outros: a arte é High-Tech e a arte computadorizada também uma forma de se expressar. A arte nos mostra a transformação e evolução (ou involução) do mundo! A arte é a ilustração da trajetória dos seres humanos da antiguidade à pós-modernidade.
O homem cria a arte e a arte cria o homem. Descobrimos que para estimular e distrair a nós mesmos e aos outros, não existe nada melhor do que a arte. A arte colore a vida, dá sentido a ela e nos leva para outros mundos. A arte é a terapia dos aflitos e a decoração do mundo!
Descubra a história da arte e encontrará a si mesmo. Faça arte!

(Produzido para a Exposição de Artes Plásticas na Câmara Municipal de Jundiaí)

07/03/08

Ilustração - Frida Khalo

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Deuses Irados do Tibet - Dorje Shugden

Dorje Shugen tem um corpo vermelho escuro, uma face e duas mãos. Sorri deleitado com a boca ligeiramente aberta e a língua enrolada. Tem três olhos penetrantes , que se arregalam pela força de sua compaixão; suas barbas e sobrancelhas brilham como o fogo. Sua mão esquerda segura uma espada dourada de sabedoria erguida para o céu e a esquerda segura um coração de compaixão, na altura do seu , mostrando que ele erradica todos os problemas e obstáculos pela raiz. Sobre seu braço esquerdo está um mangusto precioso que satisfaz com abundância todas as necessidades e vontades. Segura um gancho dourado de domador, mostrando que pode subjulgar os três reinos. Na cabeça veste um chapéu abaulado, feita com o brilhante ouro do rio Dzambu e adornado com fitas de seda. Usa três esvoaçantes túnicas, as vestes de uma pessoa ordenada, e calça botas de tigre.

Deuses Irados do Tibet - Kache Marpo

Kache Marpo, o feroz assistente de Dorje Shugden e seu principal mensageiro.

Deuses Irados do Tibet - Namka Bardzin

Namka Bardzin , um dos assistentes de Dorje Shugden, de aspecto irado, veste o chapel de oráculo e monta o animal místico Gyaling. Tem sua origem na Mongólia. Faz parte de uma classe de espíritos chamados Tsen. Sua Origem é na Mongólia quando foi incluido no séquito de Shugden pelo mahassidha do século 20, Dromo Geshe Rinpoche.

Umbanda: Os cem anos de uma religião tipicamente brasileira


Foi nos fins de 1908 que a Federação Espírita do Rio de Janeiro foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspecto sobrenatural: o jovem médium Zélio de Morais, foi tomado por uma força maior e incontrolável que se dizia um espírito de um índio brasileiro. E na mesma sessão outros médiuns manifestam-se com espíritos de negros escravos e caboclos. Foram convidados a se retirar pelo presidente da sessão que os considerava espíritos atrasados. Mas Zélio estava convencido que estes espíritos teriam uma missão confiada pelo plano espiritual: a prática da caridade e a ajuda aos sofredores.
Foi a partir desse episódio que surgiu um novo culto para dar voz a estes espíritos: a Umbanda, uma religião que integraria ricos e pobres com objetivo da evolução dos seres – sejam eles encarnados ou desencarnados.
Apesar da crença geral de que a Umbanda provém diretamente do Candomblé, é possível comprovar que este culto tem suas influências mais antigas no ritual indígena do Catimbó. A elas se juntariam posteriormente elementos africanos, católicos, espíritas e orientais, numa mistura peculiar típica do nosso povo. Do candomblé adotou os deuses africanos Orixás e grande parte de sua nomenclatura e ritual. Do catolicismo, o reconhecimento da figura do Cristo e a adoção do seu ideal de amor e caridade, e do espiritismo herdou o exercício mediúnico. A Umbanda é uma religião em constante mudança e evolução: hoje podemos encontrar ramos da umbanda voltadas para a ufologia e até com o ritual amazônico do Santo Daime: o Umbandaime.
De uma flexibilidade não encontrada em qualquer religião, a Umbanda é a religião de matriz africana que conquista maior número de adeptos entre todas as raças e divisões sociais, resultado do seu ecletismo que agrega todas as fés: Na Umbanda o orixá Ogum é São Jorge, Yansã é Santa Bárbara e lá até o Buda tem vez! Todos convivem pacificamente no mesmo Congá (altar).
Aos poucos, apesar do preconceito e desconhecimento que envolvem a religião, a Umbanda se espalhou pelo Brasil e chegou à nossa região em 1965, com a fundação da Tenda de Umbanda Santa Catarina na Vila Aparecida em Jundiaí. Com suas cantigas, velas e charutos conquistou um lugar no coração de centenas de brasileiros que tem orgulho de dizer que fazem parte da primeira religião brasileira.
Às vésperas de seu centenário, os umbandistas se preparam para comemorar o culto verde-e-amarelo com importantes discussões e campanhas pelo fim da intolerância religiosa: Um seminário preparatório será realizado pela Federação Interestadual União das Tradições e Cultura Afro Brasileira , uma ONG que congrega mais de 50 terreiros de Umbanda na região de Jundiaí e promove ações afirmativas na luta contra toda forma de descriminação, seja social, racial, de gênero ou religiosa. Grandes comemorações são esperadas esse ano por todo o Brasil, saudando com um Saravá a religião que é a cara do povo brasileiro.

(Rafael Vertuan é jornalista, pesquisador da cultura afro-brasileira e membro da FIUTCAB).
Foto 1 - Preto Velho
Foto 2 - Mestre Zé Pelintra

sábado, 8 de dezembro de 2007